Maioria dos moçambicanos vive em zonas de risco

Maioria dos moçambicanos vive em zonas de risco

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Cerca 60% da população moçambicana vive em zonas de risco de desastres naturais, concluiu um relatório apoiado pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-Habitat) apresentado hoje em Maputo.

Trata-se de zonas propensas à ocorrência de cheias, intempéries e sismos, disse à Lusa Evandro Holz, um dos autores do relatório.

O principal risco envolve os residentes em zonas costeiras ou nas proximidades do leito de rios e lagos, áreas propensas à ocorrência de ciclones e inundações.

Outra ameaça consiste no risco sísmico que atravessa o país de norte a sul, segundo o relatório.

O documento, intitulado Perfil do Sector da Habitação em Moçambique, indica que, apesar de existirem estratégias gerais de redução de riscos em planos nacionais, não há políticas específicas de habitação resiliente.

“As autoridades locais, por vezes, não respeitam a definição de zonas disponíveis para construção” e “falta assistência local para práticas de construção resiliente”, refere o relatório, que sugere a saída urgente das populações em zonas de risco.

A pesquisa, que durou seis meses, abrangeu todo o país.

O estudo acrescenta que 92% da população não tem um documento de Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) sobre os terrenos que ocupa, incentivando o mercado informal de venda e compra de terras, o que lesa o Governo em impostos que não são cobrados.

Fonte: Sapo Notícias

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