Quinta-feira, Setembro 23, 2021
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Nyau – uma dança didáctica de Moçambique

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Nyau é uma dança interpretada por vários grupos étnicos –Azimbas, Achipetas e Chewa – espalhados pelas regiões transfronteiriças de Moçambique, Malawi e Zâmbia. Nyau é praticado em oito distritos da província de Tete, nomeadamente Angónia, Furancungo, Macanga, Zumbo, Tsangano, Chiúta, Zóbwe e Moatize. É também praticado na província de Maputo, distrito de Boane, trazido para esta região cidadãos oriundos sobretudo da província de Tete.

A sua origem remota do século XVII, no Malawi. Consta que dançarinos daquele país vizinho, transmitiram esta manifestação cultural aos moçambicanos.

Os intérpretes desta dança equipa-se com máscara e vestes cheias de enfeites (tiras de trapos, pedaços de sacos, fibras de árvores, penas de águias ou avestruzes, formando uma mistura ardente de cores). Outros, exibem-se mascarados e com o corpo nu, pintados de cinza, argila vermelha ou branca (Mafuta). Nas pernas usam chocalhos, também ostentando várias cores.

A dança Nyau é tida como um símbolo de contestação das comunidades locais, primeiro contra a invasão Nguni e depois contra a presença colonial portuguesa. Ela é praticada apenas pelos homens. Os passos são marcados por um ritmo acelerado e frenético dos tambores, enquanto as mulheres, acompanham cantando em coro.

Nyau era/é praticado essencialmente, depois da época agrícola e por ocasião dos ritos de iniciação femininos “Chinamwali”, de funerais, celebração de casamentos etc.

O Nyau é conhecido pelo seu alto sentido didáctico. Ensina às comunidades sobre a preservação do meio ambiente, através de restrições no abate de certos animais, o respeito pelos mais velhos, a convivência social e ainda a resistência física e valentia, estas últimas incorporadas na ginástica acrobática, como o trepar postes e a locomoção em fios suspensos, assegurados por estacas.

Pelo seu sentido educativo, Nyau foi proclamada a 25 de Novembro de 2005 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), uma  Obra-Prima do Património Oral e Imaterial da Humanidade, tornando-a deste modo, uma expressão cultural e artística mundial.

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