Trabalhadores da VALE paralisam produção

Trabalhadores da VALE paralisam produção

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Operários afectos aos sectores de produção e processamento do carvão mineral da empresa brasileira Vale Moçambique, no distrito de Moatize, província central de Tete, estão a observar uma greve desde às 20h00 de segunda-feira, como forma de protesto contra o corte de um subsídio designado por Remuneração Variável (RV).

A ‘RV’ é um subsídio de partilha de lucros entre aquela empresa e os trabalhadores. A greve foi desencadeada quando os trabalhadores que estavam a mudar de turno naquela hora foram informados sobre o corte do referido subsídio.

Esta informação causou um forte descontentamento no seio dos operários que, imediatamente, decidiram não ocupar os seus postos de trabalho como forma de pressionar o patronato a mudar da sua decisão em benefício dos assalariados.

A greve envolve 1.400 trabalhadores e até manhã esta quarta-feira estava a ser feita de forma pacífica, porque só se caracterizava pela paralisação das actividades laborais, numa altura em que a direcção da empresa tentava encetar contactos com os grevistas para um consenso.

Falando a jornalistas, em nome dos trabalhadores grevistas, o porta-voz do Comité Sindical naquela empresa, Armando Manjate, explicou terça-feira que a interrupção laboral, afectando aqueles sectores de produção e processamento do carvão mineral tem a sua razão de ser, porque os trabalhadores estão a perder muitos dos seus direitos até então adquiridos.

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