Quinta-feira, Setembro 16, 2021
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Como é a Gravidez na cultura Macua – Moçambique

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O tempo de gravidez é considerado  situação de crise  e mesmo de doença. O que está a formar-se no seio materno é algo de muito delicado e frágil,  que deve ser tratado com muita atenção  e cuidados especiais.

Durante todo este tempo deve observar-se uma série de normas e respeitar as proibições estabelecidas pela tradição, para que o embrião se desenvolva bem, a mãe não aborte e o parto seja fácil. Desta forma se evitará, como reza um ditado do povo local ”que o filho se perca no caminho da vida”.

No período de gravidez, os pais da criança que se esta formar no seio materno devem continuar a ter relações conjugais, para que o filho se torne cada vez mais forte, segundo a maneira tradicional.

Nesta situação de crise da mulher participam todos familiares, pois o filho que há de nascer pertence a toda família de uma maneira muito especial, e não somente aos pais. Cada nascimento torna mais forte a família, mais intimamente unidas aos medianeiros da vida, aos antepassados, e  por meio deles, à própria fonte da vida, Deus. Desta forma o seu futuro torna-se mais claro e o seu progresso ainda mais seguro. E é por isso que a responsabilidade pelo êxito desta fase vital pertence a toda família.

A mais interessada em que a gestão tenha êxito e chegar bem ao fim, apesar de que se disse anteriormente, é, naturalmente a própria mulher grávida. Nesta fase da sua vida ela procura ter a  família a seu lado para não ser obrigada a exclamar. Terem lhe deixada sozinha ou abandonada.

Neste ritos,  a mulher no período de gravidez, tem suas obrigações e deveres a cumprir para que tudo corra bem.

A mulher grávida, durante o período de gestação, submete-se uma série de prescrições rituais para proteger e defender a nova vida já presente  no seio. Estas prescrições devem-se: umas a convicção que tem fundamentos no contexto cultural  macua(normas de comportamento e cortesia, abstenção de certos alimentos  com semelhanças simbólicas ao feto ou ao nascituro, etc.), outras são apenas questões de sabedoria  natural( abstenção certos alimentos que de facto fazem mal a um doente ou a uma mulher grávida.

De entre as prescrições deste período especifico, indica-se algumas características mais comuns, que a mulher grávida não pode prestar: Não pode acender fogo caseiro na presença do homem; Deve abster-se de alguns alimentos, por causa da semelhança simbólica destes com o feto e com o nascituro(ovos, certos tipos de peixes, banana unidas para evitar gémeos e patas de galinha, para evitar que, ao nascer criança arranhe a pele da mãe), como viu-se referido anteriormente; Come sempre sozinha, pois encontra-se em estado de segregação social; Deve manter um certo comportamento que dê a entender a sociedade o seu estado “liminar” no vestir (não amarrar  a capulana à cintura, mas sim por cima do peito e propositadamente vestirá  de maneira descuidada), no penteado (não deve entrançar o cabelo usar penteados que demostram cuidados especiais), na forma de andar pela aldeia, na maneira de se sentar em público ou em sua própria casa na presença de homens, ao cumprimentar falo-á com a cabeça inclinada, não assistirá às danças, terá cuidados com o modo como dorme; Será recatada e digna de respeito, por causa do que as suas entranhas encerram, e evitará as discussões e; Suportará as provas do seu novo estado com paciência  e humildade.

Estas e outras proibições constituem  a educação tradicional que a mulher macua deve cumprir. Para  o efeito outras características que a mulher deve apresentar-se no estado de gravidez é o corte de cabelo.

A mulher grávida submete-se ao rito de corte de cabelo, um rito de separação com o qual, através de um sinal corporal, é mostrada a comunidade o novo estado da mulher que vai ser mãe. A encarregada de cortar o cabelo à mulher grávida deve pertencer ao grupo das instrutoras, a sua sogra ou uma anciã da sua família. Este rito de separação é completado pelas usanças (costumes, hábitos tradicionais) que a mulher gestante deve observar na maneira de vestir  e na maneira de se apresentar em público.

Estes ritos que são efectuadas durante a gravidez, representam para a mulher macua uma preparação para ser futura mãe, não corresponder um susto no caso de acontecer algo assim o dispuserem os espíritos dos antepassados. Ultrapassado este período, segue-se a vinda do indivíduo a nova morada onde cria uma atenção na família e este acto segue-se um acompanhamento de alguns ritos. A seguir falaremos dos ritos da morte na cultura do povo macua.

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