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O Departamento de Estado dos EUA reformulou o seu sistema de recomendações de segurança para viajantes e publicou este mês um ranking que atribui uma classificação de risco a todos os países, agrupados em quatro níveis de ameaça. Moçambique surge na lista como um destino seguro, classificado com o Nível 1 (o mais seguro numa escala de 1 a 4), que comporta apenas a adopção de “precauções normais”.

Além da nota acompanhada de uma cor específica — azul (Nível 1), amarelo (Nível 2), laranja (Nível 3) e vermelho (Nível 4) — são indicadas informações sobre a natureza da ameaça. Em alguns casos, a ocorrência de um conflito armado localizado parece pesar menos do que o risco de um atentado terrorista e não evita a atribuição do nível máximo de segurança. Na Arménia, por exemplo, um país que é, tal como Moçambique, considerado de Nível 1, os cidadãos norte-americanos são avisados para não viajarem, para a região disputada de Nagorno-Karabakh, onde decorre um conflito armado com as forças do Azerbaijão.

No lote dos países mais seguros, onde está Moçambique, estão também destinos como Angola, Cabo Verde, Portugal, Austrália, Áustria, Bulgária, Canadá, Japão, Camboja, Macau, Coreia do Sul e Vietname.

Espanha, pelo contrário, está classificada como um destino Nível 2 devido ao risco actualde ataques terroristas. “Os grupos terroristas continuam a organizar possíveis ataques em Espanha. Podem atacar com pouco ou nenhum aviso, e os seus alvos são pontos turísticos, mercados, centros comerciais, edifícios governamentais, hotéis, clubes, restaurantes, locais de culto, parques, locais desportivos, escolas, aeroportos e outros locais públicos”, lê-se na avaliação que acompanha a nota.

O mesmo alerta é repetido em relação a França, Itália, Alemanha, Bélgica e Reino Unido. Estes países, tal como Espanha, estão no Nível 2. Tal como países como o Brasil e o México, em relação aos quais se alerta para “áreas de alto risco de segurança” e para elevados níveis de criminalidade.

Na China, também classificada com Nível 2, o alerta para os viajantes norte-americanos refere-se à arbitrariedade da justiça nacional.

O Nível 3, que comporta uma sugestão para se “reconsiderar” a viagem, é atribuído a países como a Guiné-Bissau, Venezuela, Honduras, Turquia, Guatemala, Haiti, El Salvador, Cuba e Rússia.

Na lista de países mais perigosos, no Nível 4, com uma recomendação expressa para não visitar, está sem surpresas a Coreia do Norte. A ela juntam-se o Afeganistão, República Centro-Africana, Irão, Iraque, Líbia, Mali, Somália, Sudão do Sul, Síria e Iémen. Apesar da mensagem imperativa escrita a vermelho, o aviso de “Não viajar” não se traduz necessariamente numa proibição concreta para os cidadãos – à excepção da referida Coreia do Norte, destino para o qual os norte-americanos estão actualmente impedidos de viajar.

Para todas as classificações acima de Nível 1 é atribuída uma letra que indica o natureza de ameaça. C representa Crime, T significa Terrorismo, U indica Detenções de Civis, H para Riscos de Saúde, N para Desastres Naturais, e o E alerta para um evento temporário, como uma eleição, que pode, no momento, representar uma ameaça acrescida devido a potenciais confrontos.

Os Níveis 1 e 2 devem ser revistos, pelo menos, uma vez por ano, a não ser que circunstâncias especiais justifiquem a sua revisão antes do cumprimento desse prazo. Já os Níveis 3 e 4 devem ser revistos de seis em seis meses.

Source: Publico.pt

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